Sinopse

AULA 02 – EXERCÍCIOS DE SISTEMAS DE ARQUIVOS/SISTEMAS OPERACIONAIS

1 - Uma memória em formato de disco (seja o HD, disquetes, CD ou DVD) é fisicamente dividida em trilhas (anéis concêntricos) e essas trilhas são divididas em setores, que são as pequenas áreas onde as informações são efetivamente gravadas.

2 - Quando um disco é formatado (preparado para ser usado), esses setores são reunidos em áreas conhecidas como clusters (ou blocos) para que os arquivos possam ser gravados nestas unidades.

3 - Um cluster é a menor unidade de alocação de arquivos em um disco, isso significa que, quando um arquivo é salvo, não importando seu tamanho (por menor que seja), ele gastará, sempre, no mínimo um cluster. Quando um arquivo é muito grande para caber em um único cluster, ele é dividido em diversas dessas unidades.

4 - O tamanho dos clusters e o número de setores que os formam são definidos por uma regra básica chamada SISTEMA DE ARQUIVOS. Cada sistema operacional tem o seu sistema de arquivos, ou seja, cada sistema, como Windows ou Linux apresenta uma forma diferente de escrever (e, consequentemente, ler) os dados no disco. A família Windows possui os sistemas FAT16 (antigo, usado na época do DOS e do Windows 95), FAT32 (usado até hoje) e NTFS (usado nos Windows corporativos apenas).

5 - O FAT16 possui limitações que o impedem de ser usado hoje em dia, como, por exemplo, o fato de conseguir gerenciar apenas partições de, no máximo, 2GB.

6 - No FAT16, utiliza-se um endereço de 16 bits para identificar cada cluster, o que permite a existência de 216 clusters, ou seja, 65536 clusters podem ser criados numa partição formatada com o sistema FAT16.

7 - Tanto do FAT16 (cuja partição não pode ultrapassar 2GB), como no FAT32 (em que esse limite subiu para 2TB – o que não atingimos ainda), os clusters são pequenas unidades que, no máximo, podem ter 32KB (clusters maiores significam mais desperdício de espaço, não é mesmo?).

8 - Para se instalar mais de um sistema operacional em um micro, deve-se possuir mais de um disco ou mais de uma partição (divisão do disco rígido).

9 - O sistema de arquivos NTFS é usado apenas por sistemas operacionais da família Windows para ambiente corporativo (como o Windows NT, Windows 2000 e Windows XP – além, é claro, do novo Windows 2003 Server). Os Windows 95, 98 e ME (Milenium) não suportam tal sistema de arquivos, mas apenas os da família FAT.

10 - Linux pode usar os FAT, mas também usa EXT2, EXT3, ReiserFS e muitos outros.O sitema operacional Linux não oferece suporte completo ao NTFS, que é produto da Microsoft.

11 - O Windows 98 não utiliza NTFS, mas usa o FAT32, que aceita, assim como o NTFS, arquivos com nomes longos (até 255 caracteres). O FAT16 original do DOS não aceitava arquivos com nomes maiores que 8.3 (8 caracteres no nome do arquivo e 3 caracteres na extensão).

12 - FAT16 e FAT32 são "a mesma coisa", mas o FAT32 trabalha com endereços maiores, permitindo uma maior quantidade de blocos gerenciáveis (clusters) e, em conseqüência disso, discos (volumes) maiores. No FAT16 havia a limitação do tamanho da partição ser de 2GB, no FAT32, esse limite aumentou para 2TB.

13 - A conversão "FAT para NTFS" é perfeitamente possível sem a perda dos dados contidos na partição. A conversão "NTFS para FAT" só ocorre mediante uma formatação (e a formatação destrói a estrutura do disco para reconstruí-la, e assim o faz com os dados nele contidos).

14 - CDFS é um sistema de arquivos para Cds, não para discos rígidos.

15 - O BIOS é um programa que, quando o micro é ligado, é imediatamente carregado para a memória RAM. O BIOS tem a função, na inicialização, de reconhecer os principais componentes do computador (os componentes básicos, como o teclado, o drive de disquete, o drive de CD, o HD e a placa de Vídeo) e depois de fazer esse reconhecimento, o BIOS tem que chamar o Sistema Operacional – no nosso caso, o Windows – que será jogado na RAM para ser executado. Todo programa de computador é executado na Memória Principal (RAM).

16 - O Sistema Linux, para ser instalado, recomenda a existência de duas partições de disco só para ele: uma partição para os arquivos do sistema (ou seja, o sistema propriamente dito) e uma partição para SWAP (troca – a memória Virtual do Linux).

17 - Autoexec.bat era um arquivo muito usado no DOS, antecessor do Windows. O próprio Windows nas versões 95 e 98 usou o autoexec.bat. O Windows XP não necessita mais desse arquivo.

18 - Uma coisa interessante sobre o Linux é que ele pode ler e gravar arquivos numa partição de disco que está formatada no sistema de arquivos FAT32 (que é normal do Windows). Mas o NTFS ainda é um desafio para o Linux: o sistema do pingüim só consegue LER em partições NTFS, gravar ainda não é uma coisa 100% funcional (o NTFS é mais complicado de suportar e é propriedade da Microsoft)

19 – Qualquer arquivo feito no Linux, de qualquer formato, pode ser aberto e modificado por aplicações no Windows, desde que seja dado o acesso (por exemplo: desde que o arquivo não esteja armazenado em uma partição que não possa se lida pelo Windows).

20 - Journaling é um sistema que aumenta a segurança de gravação de um arquivo num disco. O Journaling grava, além do arquivo em si, as informações de o que foi modificado naquele arquivo, se houver qualquer problema durante o processo de salvamento (como a falta de energia), o sistema Linux saberá, graças ao Journaling, quais as alterações que foram realizadas no arquivo que se estava salvando, podendo, com isso, recuperar a versão anterior do arquivo (a que estava antes do processo de salvamento iniciar).